Caros Amigos e Colegas,
Eu, Diana dos Santos Mota, em nome da Comissão de Curso do 3ºano, 2008/2009, venho por este meio clarificar alguns pontos do e-mail enviado de turmas para turmas, em consequência da Reunião Geral de Alunos do mesmo ano, realizada dia 11 de Março. Parece-me essencial fazê-lo dado que, sendo a Comissão de Curso representante dos alunos junto das várias entidades da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, é da nossa inteira preocupação as ideias, opiniões e problemas inerentes a todos os estudantes, sendo assim nosso dever não só escutar atentamente como também dar resposta aos mesmos.
Assim sendo, passo a apresentar e a esclarecer os vários pontos do referido e-mail.
Ponto Um
Cito primeiro parágrafo: “Queremos, desde já, expôr a nossa preocupação pela forma como a comissão deste ano tem vindo a lidar com os problemas que têm surgido.”.
Gostaria de esclarecer que a Comissão de Curso tem vindo a lidar com todos os problemas que têm surgido através da consulta de todos os alunos do 3ºano por meio de Reuniões Gerais de Alunos. Nestas mesmas é sempre dada a oportunidade de se apresentarem diferentes propostas para os problemas referidos, propostas que são democraticamente aprovadas pela votação dos alunos.
Como prova do que acabei de descrever existem actas de todas as Reuniões Gerais de Alunos, que são enviadas para os e-mails de todas as turmas, e portanto estão ao dispor para consulta por todos.
Ora, a meu ver, esta é a forma mais correcta de lidar com os problemas.
Caso estejam descontentes estamos totalmente receptivos a novas sugestões que vos possam parecer mais adequadas.
Ponto Dois
Cito terceiro parágrafo: “A comissão jogou com o facto de muitos de nós ignorarem a importância desta RGA. No mail que mandaram para as turmas não foram capazes de nos expôr a situação antecipadamente, mesmo sabendo perfeitamente que se tratava de uma decisão difícil de tomar e carecia de tempo para reflexão.”.
Passo assim a explicar que a Reunião Geral de Alunos de dia 11 de Março foi avisada pelos seguintes meios: no dia 9 de Março, foi comunicado o local, o propósito e a hora na aula teórica de Farmacologia, no mesmo dia, foi enviada uma convocatória por e-mail para todas as turmas; no dia 10 de Março enviámos um SMS para cada Representante de Turma para que relembrasse os colegas da respectiva turma acerca da Reunião Geral de Alunos.
O assunto da Reunião Geral de Alunos do dia 11 de Março foi essencialmente o ponto dois do referido e-mail – “Discussão e votação de uma proposta de alteração do plano de avaliação da cadeira de Farmacologia II.” – que me parece explícito e inteligível, e até mesmo suscitador de curiosidade. Como prova foi a grande afluência à reunião – o que nem sequer se verificou na Reunião Geral de Alunos para a aprovação do Calendário de Exames.
Quanto ao facto de podermos ter sido pouco claros, trata-se de uma convocatória e portanto deve conter apenas a ordem de trabalhos, breve e concisa. Aos alunos que me abordaram directamente para que clarificasse a questão tive o cuidado de explicar detalhadamente a proposta.
Relembro ainda, meramente a título exemplificativo, que, para a votação da proposta do Calendário de Exames, que seguramente tem relevância superior à questão levada a esta Reunião Geral de Alunos, nunca foi (desde o primeiro ano) apresentado o mesmo antes da realização das Reuniões Gerais de Alunos, tendo sido o tempo de reflexão e a votação para a aprovação/rejeição do Calendário semelhante ao tido para a proposta de avaliação a Farmacologia II.
Ponto Três
Cito quarto parágrafo: “ Houve a colocação de propostas que não coincidiram com as da comissão, que não foram devidamente consideradas. Um dos nossos colegas sugeriu que se dispensasse o 4º momento de avaliação para os alunos que tivessem atingido uma nota mínima a ser definida pelo professor (por exemplo, 14 valores), ao que a comissão reagiu indo nesse mesmo momento falar com o professor sem sequer ter elaborado uma proposta concreta por escrito. Assim sendo, dois membros da comissão foram alegadamente ter com o professor apresentar a proposta verbalmente, a qual, segundo eles, recusou, isto tudo num curto espaço de tempo (cerca de 5 min). E, como tal, a mesma não foi considerada na votação.”.
A Comissão teve extrema atenção à proposta acima referida, pois tratou imediatamente de saber, junto do Professor Regente da Disciplina de Farmacologia II, se a referida no quarto parágrafo citado, seria exequível e para que não se corresse o risco da votação ser em vão. Outras propostas colocadas na Reunião Geral de Alunos não foram sujeitas a votação, na medida em que já tinham sido consideradas e excluídas pelo Professor Regente.
Em consequência, no meu entender, é inaceitável que uma comissão eleita por unanimidade seja posta em causa desta maneira. Na Comissão ninguém trata “alegadamente” de assuntos sérios, de assuntos do interesse de todos os alunos (não se esqueçam que nós, elementos da Comissão de Curso, também somos estudantes com as mesmas preocupações).
Não consigo compreender como é que, sendo a Comissão de Curso do 3º ano de 2008/2009, constituída maioritariamente por alunos que pertenciam às comissões dos anos anteriores, sendo a administração da mesma uma continuidade do que já se fazia anteriormente, e portanto estando há 3 anos a trabalhar para todos nós, ainda existe dúvida acerca da nossa seriedade e vontade de dar sempre o nosso melhor.
Ponto Quatro
Cito quinto parágrafo: “Após uma votação apressada, sem margem para reflexão, apenas com aproximadamente 80 alunos (que tiveram a possibilidade de votar por outros colegas que não puderam estar presentes), tomou-se uma decisão com base na diferença de 2 votos.”.
Neste ponto apercebi-me de que ainda não é intrínseca em todos os alunos, a razão pela qual se marcam sempre duas horas diferentes para o começo de cada Reunião Geral de Alunos. Assim sendo, passo a explicar. Quando foi marcada a Reunião Geral de Alunos de dia 11 de Março estipularam-se duas horas de início diferentes. A primeira (11h45min) só seria realizada se, no nosso caso, 146 alunos estivessem presentes na Reunião, dado que somos 292 no total e portanto só são consideradas representativas as decisões tomadas se pelo menos 50% do número total de alunos estiver presente. A segunda (12horas) é realizada mesmo que não haja quórum (mesmo que não estejam os 50% de alunos presentes). Por exemplo, se estivessem no anfiteatro apenas três alunos, a reunião começaria às 12horas, e as votações dos três seriam representativas das decisões do ano inteiro.
Por conseguinte, não estando 146 alunos presentes às 11h45min, a Reunião foi iniciada às 12horas com 85 alunos à hora da votação.
Acrescento ainda que tal como em votações anteriores, foi dada a oportunidade de alunos votarem por outros que não estavam presentes mediante a elaboração de uma pequena declaração onde os mesmos assumem a responsabilidade de exercer o direito de voto dos colegas.
Termino o esclarecimento acerca do quinto parágrafo do e-mail citado, elucidando que não existe nenhuma regra que estabeleça que as votações só são válidas quando em caso de maioria absoluta.
Agradecia que no futuro os e-mails fossem assinados e não fossem enviados em nome de turmas que não expressassem as mesmas ideias, com a agravante de estas não terem sequer o conhecimento prévio do seu envio.
A Comissão de Curso está sempre aberta a novas sugestões já que ninguém é perfeito e há sempre algo a melhorar. Estamos sempre disponíveis a escutar os problemas de todos e a tentar resolvê-los o mais rápido que conseguimos. Estamos conscientes que a comunicação é essencial, sendo vital que falem connosco, seja pessoalmente, por telefone ou por e-mail. Temos todos opiniões diferentes, mas somos todos iguais. Lutamos todos pelo mesmo, por isso não faz qualquer sentido insurgirmo-nos uns contra os outros, o que só nos torna mais fracos, mais vulneráveis, algo que nunca permitirei no ano e no curso a que me orgulho de pertencer.
Relembro ainda que no início de todos os anos lectivos são elaboradas e apresentadas listas para a eleição de uma nova Comissão de Curso, estando assim ao alcance de todos participar e tentar melhorar o que foi feito anteriormente.
Despeço-me,
Com as mais cordiais Saudações Académicas
Diana dos Santos Mota
(Presidente da Comissão de Curso)